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Vai começar a festa no Rio... Ediçao 49

 

Foram R$ 24 milhões investidos na organização do evento, que terá os Estados Unidos como o país homenageado. A novidade: três novos espaços, e um deles é exclusivo para os baixinhos, uma ‘floresta de livros’
Por Helder Horikawa

Depois de muitos preparativos, o Riocentro está pronto para receber a 14ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, entre os dias 10 e 20 de setembro. A festa, realizada pela Fagga Eventos e promovida pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), pretende suplantar os 645 mil visitantes registrados na última edição, em 2007. A estimativa é vender mais de 2,5 milhões de livros e faturar R$ 44 milhões. Há dois anos, esse número foi de 2,3 milhões de exemplares, com faturamento de R$ 43 milhões, um aumento R$ 1,5 milhão em comparação à festa de 2005, quando recebeu 630 mil pessoas.

A Bienal do Livro do Rio, que teve investimentos da ordem de R$ 24 milhões segundo a Fagga Eventos, é realizada a cada dois anos, intercalada com a edição paulista promovida pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). E, como sempre faz, homenageará mais um país durante o evento. Em 2009, a escolha recaiu sobre os Estados Unidos.

De lá, está confirmada a presença de uma delegação de escritores norte-americanos no Riocentro. Entre os autores confirmados estão Robert Kiyosaki, David Wroblewski, Dash Shaw e Meg Cabot.

O número de público e faturamento contabilizados em 2007 foi o maior de toda a história da Bienal do Livro na capital carioca. Há dois anos, 83% dos 645 mil visitantes adquiriram, em média, cinco livros, gastando algo em torno de R$ 19,90 nas compras.

Embasada nesses números, a comissão organizadora espera um sucesso ainda maior neste ano. Para isso, apresenta boas novidades aos visitantes, após investimentos de R$ 1,4 milhão na programação cultural. São aguardados cerca de 100 autores brasileiros e 18 internacionais.

Sob o comando desde 2008 de Sônia Machado Jardim, diretora do Grupo Record, o SNEL criou, entre as novidades, os espaços Mulher e Ponto e o Livro em Cena. O primeiro, com curadoria da jornalista, escritora e produtora Sonia Biondo, terá sessões de debates entre autores sobre temas como literatura, filosofia, valores e relações afetivas, tudo sob a ótica feminina. O segundo reunirá artistas que recitarão trechos de obras de escritores brasileiros e será coordenado pela D+ Produções, que tem Márcia e Joana Braga à frente, e direção de Paulo José.

As crianças, que a cada ano prestigiam mais a Bienal, terão uma área dedicada exclusivamente a elas. Trata-se da Floresta de Livros, que em um espaço cenográfico de 800 metros quadrados terá narrativas que prometem encantar o público infantil, coordenadas por João Alegria, especialista em novas linguagens educacionais.

O espaço, o maior da Bienal, teve um investimento de R$ 500 mil e pode receber até 600 crianças de uma só vez. Ali elas terão à disposição oito apresentações diárias, árvores falantes, um livro mágico com páginas que podem ser manuseadas virtualmente e uma sala secreta de leitura. Como diz o coordenador Alegria, “a Floresta dos Livros é um espaço vivo para os jovens leitores interagirem com as histórias.”

Além do aumento no número de crianças na Bienal, outra estatística chama a atenção do SNEL. É o crescente interesse do público na faixa dos 15 aos 39 anos. Em 2007, eles representaram 76% dos visitantes. Outra importante fatia, de 173 mil pessoas, veio da visitação escolar.

A visitação escolar de 2007 foi a melhor já registrada nas 13 edições da Bienal do Rio. O número de livros comprados por estudante naquele ano subiu para 2,8, contra  2,1 em 2005. O preço médio do livro comprado pelos estudantes foi R$ 6,90.

A Bienal do Livro do Rio de Janeiro foi realizado pela primeira vez em 1983. A estreia ocorreu no Copacabana Palace e atraiu 45 mil pessoas e 86 editoras. Em 1985, 136 expositores e 80 mil pessoas visitaram a feira no estacionamento do São Conrado Fashion Mall. E desde 1987 o evento ocorre no Riocentro. Neste ano, assim como em 2007, a Bienal ocupará três pavilhões, totalizando 55 mil metros quadrados. Um grande espaço, como prega a Fagga Eventos, que demonstra o tamanho do sucesso da festa.



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