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Um evento que vai fazer história Edição 52

 

A CBL, em parceria com a Frankfurter Buchmesse, promove em março, em São Paulo, um congresso internacional para debater o livro digital e suas implicações para toda a cadeia produtiva

O momento é aqui, agora.

O 1º Congresso Internacional do Livro Digital, marcado para os dias 29, 30 e 31 de março, em São Paulo, sem dúvida será uma chance imperdível para quem deseja se atualizar sobre o poder e o potencial das novas tecnologias de conteúdo.

Uma seleção formada pelos maiores especialistas no assunto confirmou presença no evento, marcado para o Hotel Maksoud Plaza (veja quem são na pág. 15). Nas conferências e workshops, serão discutidos não apenas o futuro do livro mas principalmente a convergência das mídias e os novos modelos de negócios que despontam no horizonte.

A agenda é igual à que foi apresentada no recente “Tools of Change – TOC Conference”, na Alemanha, em outubro de 2009, e no “Digital Book World”, em janeiro último, nos Estados Unidos. Para a cadeia produtiva, essa é a oportunidade de fazer, do livro digital, um instrumento decisivo para o acesso à leitura, e, de quebra, embarcar nas oportunidades de negócios que já começam a surgir no horizonte.

Tão abrangente é a questão hoje discutida no mundo inteiro, no entanto, que o leque de interesse alcança outras áreas ligadas à leitura, entre elas, profissionais de TI (Tecnologia de Informação), profissionais de publicidade e marketing, acadêmicos e professores, gestores de bibliotecas e de ONGs.
Para planejar e organizar o encontro, a Câmara Brasileira do Livro celebrou uma parceria com a Frankfurter Buchmesse, responsável por aquela que se consagrou
como o maior e mais importante evento editorial do planeta, a Feira do Livro de Frankfurt. O 1º Congresso Internacional do Livro Digital tem co-realização da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Seu presidente, Hubert Alquéres, inclusive, participou decisivamente das articulações que definiram o acordo entre as entidades, ao lado da presidente Rosely Boschini, da CBL. A Imprensa Oficial é um dos parceiros institucionais da CBL na organização dos estandes brasileiros nas feiras de Frankfurt e Guadalajara, ao lado do SNEL, Fundação Biblioteca Nacional e Apex-Brasil.

Com iniciativa dessa envergadura, o Brasil se instala no privilegiado palco das discussões sobre o tema, tão controvertido quanto imprevisível. Tendo acesso a especialistas de renome e expertise, os executivos da cadeia produtiva do livro poderão se informar para enfrentar um futuro que, a par de muitas interrogações, representa a transição para plataformas inteiramente novas.

É a hora de indagar, e conseguir respostas adequadas dos especialistas que darão as palestras, sobre os jovens que hoje começam a ingressar no mercado de trabalho, na faixa dos 18 aos 30 anos. Eles foram criados diante da tela do computador e aprenderam a se relacionar com sua comunidade de amigos e conhecidos (ou até desconhecidos) através das redes sociais. É a chamada Geração Y, que já tem em seu encalço os mais novos da Geração Z – de zapear.
Para uns e outros, a relação com livros e literatura pode ter mais a ver com computador, portanto, eles serão o público-alvo dos leitores eletrônicos e dos livros digitais. Ambos, Y e Z, vão substituir os ‘imigrantes’, representados por quem tem mais de 30 anos. Essa dualidade foi imaginada pelo magnata de imprensa Rupert Murdoch, que cunhou para o contingente desse futuro que está chegando, a designação de “nativos digitais” (com todo o sarcasmo de quem tem mais de 70, caso do australiano Murdoch).

De todo modo, o futuro chegou e é preciso saber tudo sobre o livro digital. Agora, e aqui.


QUINTETO DE FERAS

Um grupo de especialistas estrangeiros estará no 1º Congresso Internacional do Livro Digital para atualizar os participantes sobre o que está acontecendo nessa área.

O primeiro a se apresentar será Zhou Hongli, com “Painel Multimídia: identificando novos negócios, atravessando fronteiras”. Chefe do Escritório de Direitos Autorais da Shanda Literature Limited (SDL), plataforma online de literatura gerada por usuários, muito popular na China, Hongli ocupou vários postos públicos importantes nas últimas décadas, tendo larga experiência em indústria editorial e economia.

Na mesma manhã do dia 30, a espanhola Arantxa Mellado vai dissertar sobre “Como usar as ferramentas sociais no mercado do livro”. Disso, ela entende bastante, pois fundou e dirige a Ediciona, rede social de profissionais de negócios da indústria do livro com mais de 7 mil usuários, na Espanha e América Latina. Atua também no blog Ediciona e escreveu vários trabalhos ligados ao meio digital, além de se dedicar à produção de livros.

O diretor-executivo da International Digital Publishing Forum (IDPF), Michael Smith, falará sobre “Mapeamento de arquivos: formato e players”. Num mundo que vive transformações rápidas, o especialista vai montar um mapa mostrando quem é quem entre os players, além de apresentar as novidades em multimídia para leitura.

“Os contratos de amanhã: como lidar com os direitos autorais no futuro”. Esse é o tema da inglesa Diane Spivey, que dirige o respectivo departamento na Little, Brown Book Group UK. Assunto da maior importância para saber como lidar com direitos digitais e acordos de licenciamentos e contratos.

Pablo Arrieta Gomez, consultor colombiano e representante de empresas digitais como Macromedia e Apple, vai propor a questão: “Atenção: o que foi concluído até agora?” Fará uma análise sobre a produção do mercado editorial e a apropriação de novas tecnologias, da impressão sob demanda à publicação de e-books.
No dia 31, ‘O futuro do livro como meio de comunicação e educação’ será debatido por Aníbal Bragança, professor da Univ. Federal Fluminense, Sérgio Valente, presidente da DM9, e Mauro de Salles Aguiar, presidente do Colégio Bandeirantes.


AGENDE O 36º ENCONTRO

Nos mesmos local e datas do 1º Congresso Internacional do Livro Digital, será realizado o 36º Encontro Nacional de Editores e Livreiros, tradicional realização da CBL.

Com uma desafiadora proposta – ‘Onde o presente e o futuro se encontram’ – a reunião promete suscitar discussões apaixonadas, até pelo momento vivido pelo setor, no mundo inteiro. De todos os lados, surgem demandas de um mercado que se renova rapidamente.

Como usar as mídias sociais como ferramenta de marketing? Qual o melhor caminho para cooptar o consumidor de mídia digital?

Há um limite para a multifunção de leitores eletrônicos?

Até que ponto será necessário repensar o atual modelo de negócio?

Quem são os novos players do mercado?

O último encontro, de número 35, aconteceu na cidade paulista de Mogi das Cruzes, tendo merecido nota acima de 9, por 71% dos 211 participantes. O temário esteve distante do universo digital, e muito próximo de fusões, aquisições, estratégias de marketing e planejamento.



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